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23/09/2010

Fauna Portuguesa

Sombria
Emberiza hortulana


Uma das espécies mais características das zonas de altitude do nosso país, especialmente durante os meses de Maio e Junho quando o canto da Sombria enche as encostas das nossas zonas serranas, em especial as de dificil acesso, já que é pouco tolerante da presença humana, preferindo zonas fortemente rochosas e frequentadas por gado, o que explica a dificuldade da sua observação.

É uma ave migradora que nidifica na Europa e inverna em África, sendo frequente no nosso país a norte do Tejo, acima dos 800 metros de altitude, situando-se as melhores zonas de observação no Parque Nacional da Peneda-Gerês, entre Covelães e Tourém, na Serra da Estrela, onde é mais abundante e na Serra de Leomil. Também é possível encontrar a Sombria nas encostas das Serras do Alvão, Marão, Montesinho e no Parque Natural do Douro Internacional. A sul é possível observar a Sombria na zona de Sagres durante a sua migração de Outono.
Identifica-se pela cabeça esverdeada, garganta e "bigode" amarelos e pelo ventre avermelhado, sendo que a plumagem dos machos é mais vistosa durante a época de reprodução. Na observação à distância, poder parecer simplesmente uma ave acastanhada.
O seu canto característico, que na Primavera é repetido incessantemente, permite-nos localizar e identificar facilmente a Sombria, em especial os machos que pousam frequentemente em rochedos, árvores isoladas ou mesmo em postes de alta tensão.

27/03/2009

Fauna Portuguesa

Bispo-de-coroa-amarela
Euplectes afer

Espécie de origem africana, introduzida recentemente em Portugal, provavelmente no final da década do oitenta, por isso a sua reduzida ocupação geográfica.

Pequena ave, da família dos tecelões, é facilmente detectável pela exuberante e garrida plumagem, principalmente do macho, que no período de nidificação, Primavera e Verão, nos surge com as suas penas amarelas e pretas em sítios de fácil visibilidade. O tom dominante é o amarelo, que abrange a maior parte da cabeça, do dorso e da cauda. As fêmeas tem menos visibilidade e são facilmente confundidas com o “pardal-francês” por serem mais acastanhadas.
Durante o Outono e Inverno a espécie passa mais despercebida devido aos tons acastanhados que então assume a sua plumagem.
Esta espécie pode ser observada em zonas palustres com vegetação emergente, estando presente no Litoral Norte: no Baixo Mondego e na Ria de Aveiro. Na região de Lisboa surge-nos no estuário do Tejo, principalmente na Ponta da Erva e no Paul da Barroca. No Alentejo é frequente no Estuário do Sado.

 
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